As 40 profissões com os maiores salários, contabilidade em baixa

Pesquisa dedicada às perspectivas profissionais do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – mostra as carreiras técnicas e universitárias mais promissoras, as profissões com maiores salários e a maior quantidade de vagas no mercado.

No quesito salários, o relatório mostra que Medicina ainda é a carreira que paga o maior salário entre seus profissionais, e que as Engenharias ocupam metade das dez primeiras colocações. Veja na lista abaixo de 2017:

1. Medicina
2. Setor Militar e de Defesa
3. Serviços de Transportes
4. Engenharia Química
5. Engenharia Civil
6. Engenharia Mecânica e Metalúrgica
7. Odontologia
8. Engenharia (outros)
9. Engenharia Elétrica e Automação
10. Estatística
11. Arquitetura e Urbanismo
12. Direito
13. Engenharia Naval e Aeronáutica
14. Veterinária
15. Economia
16. Serviços de Segurança
17. Farmácia
18. Administração – Diversos
19. Engenharia, Produção e Processamento
20. Agronomia, Pecuária e Pesca
21. Marketing e Publicidade
22. Computação
23. Comunicação Social (Jornalistas)
24. Sociologia e Ciência Política
25. Psicologia
26. Administração e Secretariado
27. Biblioteconomia
28. Enfermagem
29. Física
30. Contabilidade e Atuariais
31. Química
32. Outras Ciências Sociais
33. Outras – Saúde (reabilitação)
34. Serviço Social
35. Artes
36. Turismo, Viagens, Lazer
37. Outras Ciências Físicas (gerais)
38. Proteção Ambiental
39. Biologia e Ciências da Vida
40. Matemática

Programa Orienta

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Melhores MBAs em Contabilidade nos EUA 2017/2018

Um Mestrado em Administração de Negócios (MBA) é concedido aos estudantes de pós-graduação que completam um programa de estudos que explora diversos aspectos do mundo dos negócios, incluindo marketing, finanças, contabilidade e recursos humanos. O curso é tanto uma graduação profissional como um grau máximo.

O MBA em Contabilidade é um curso de nível avançado para estudantes de contabilidade. Realizar esse programa capacita os alunos com as habilidades e conhecimento necessários para trabalhar na gestão da contabilidade, além de prepará-los para serem capazes de efetuar o exame “Certified Public Accountancy” (CPA).

Melhores MBAs em Contabilidade nos EUA 2017/2018

MBA in Accounting

WEBBER INTERNATIONAL UNIVERSITY
campus Período integral 19  August 2018 EUA Orlando

A Webber International University Graduate School of Business tem o prazer de oferecer uma concentração na área de Contabilidade. O objetivo desta concentração é proporcionar aos estudantes de contabilidade um programa de graduação mais amplo e detalhado do que o bacharelado. [+]


Rochester Institute of Technology (RIT)

Mba – Contabilidade

ROCHESTER INSTITUTE OF TECHNOLOGY (RIT)
campus Período integral Meio Período  September 2018 EUA +1 mais

MBA – Contabilidade: Além da preparação educacional para uma carreira que conduz a gestão de topo, o programa de Mestrado em Administração-Business Accounting cumpre os requisitos de educação que permitem aos alunos fazer o exame New York State Certified Contabilidade Pública. [+]


Mestrado Em Administração De Empresas Na Contabilidade Profissional

HOFSTRA UNIVERSITY
campus Período integral Meio Período September 2017 EUA Hempstead

O objetivo do Mestrado em Administração de Empresas na Contabilidade Profissional é preparar os alunos que não possuem antecedentes de graduação para obtenção de licenciamento em contabilidade no estado de Nova York, bem como para cargos gerenciais em vários tipos de organizações. [+]


Master Of Business Administration (MBA)

HOFSTRA UNIVERSITY
campus Período integral Meio Período September 2017 EUA Hempstead

O programa de MBA de Zarb (ensinado em nosso campus de Long Island, Nova York) é projetado para refletir a filosofia e os valores incorporados na missão da escola de “Educar para a realização pessoal e profissional”. O objetivo é proporcionar aos alunos uma experiência educacional abrangente por Combinando o engajamento acadêmico e extracurricular. [+]


Mba Em Contabilidade

HOFSTRA UNIVERSITY
campus Período integral Meio Período September 2017 EUA Hempstead

O programa de MBA em Contabilidade prepara os alunos para cargos gerenciais em vários tipos de organizações. O programa baseia-se nas principais competências empresariais e especialização funcional para transmitir às suas habilidades de análise de decisão dos alunos e uma perspectiva estratégica de problemas de negócios. [+]


MBA Concentração Em Contabilidade

WILLIAM PATERSON UNIVERSITY OF NEW JERSEY
campus Período integral September 2017 EUA Wayne

A concentração de contabilidade permitirá os alunos a buscar um diploma de MBA que satisfaça os requisitos de educação exame CPA enquanto se prepara para os exames de CPA … [+]


Mba Em Tributação

HOFSTRA UNIVERSITY
campus Período integral Meio Período September 2017 EUA Hempstead

O programa de MBA prepara alunos para cargos gerenciais em vários tipos de organizações. O programa baseia-se nas principais competências empresariais e especialização funcional para transmitir às suas habilidades de análise de decisão dos alunos e uma perspectiva estratégica de problemas de negócios. [+]


Ana G. Méndez University System, Florida

MBA Em Contabilidade

ANA G. MÉNDEZ UNIVERSITY SYSTEM, FLORIDA
campus Período integral September 2017 EUA Orlando Miramar +2 mais

Este programa de Mestrado em Administração de Empresas é projetado para fornecer as habilidades e conhecimentos necessários na área de Contabilidade. Esta especialização é orientada para as características fundamentais de uma contabilidade gerencial, com particular ênfase nas habilidades e competências contábeis exigidos na economia de hoje, em constante mutação. [+]


Master Of Business Programa De Administração (ênfase De Contabilidade)

WINTHROP UNIVERSITY COLLEGE OF BUSINESS ADMINISTRATION
campus September 2017 EUA Rock Hill

O Master of Business Administration / programa Ênfase Contabilidade oferece educação empresarial de pós-graduação de alta qualidade. [+]


Mestre Em Administração De Empresas – Contabilidade

NATIONAL AMERICAN UNIVERSITY
Campus ou online Período integral Meio Período September 2017 EUA Austin

O Master of Business Administration (MBA) fornece uma base sólida no campo dos negócios (gerir um negócio), enquanto o Master of Management (MM) expande sua base de conhecimento e habilidade na área de gestão; (Gestão de pessoas). Os alunos irão desenvolver um portfólio wellrounded de conhecimentos de gestão, competências e habilidades, juntamente com uma visão holística da organização. [+]


Mestre Em Administração De Empresas – Contabilidade

MILLENNIA ATLANTIC UNIVERSITY
campus Período integral September 2017 EUA Doral

O Master of Business Administration com uma concentração de Contabilidade é o grau culminando oferecido at Millenia Atlantic University fornecer o passo final para obter avançado [+]


MBA Em Contabilidade

LINCOLN UNIVERSITY OF MISSOURI
Online e campus combinado Período integral Meio Período September 2017 EUA Jefferson City

O programa de MBA com ênfase em Contabilidade é projetado para se inter-relacionam de gestão com as complexidades da contabilidade. [+]


MBA (Full/Part-time Mode)

UNIVERSITY OF TULSA COLLEGE OF BUSINESS ADMINISTRATION
campus Período integral  January 2018 EUA Tulsa +1 mais

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Mestrado Em Administração De Empresas (faixa Contábil)

FRANKLIN P.PERDUE SCHOOL OF BUSINESS, SALISBURY UNIVERSITY
campus Período integral January 2018 EUA Salisbury

Além dos cursos gerais de MBA, os alunos que desejam seguir a pista contábil também devem completar 3 cursos de fundação adicionais. [+]


MBA with Accounting Concentration

DESALES UNIVERSITY
campus Meio Período  September 2017 EUA Center Valley +1 mais

[+]

MBA Em Contabilidade

WAGNER COLLEGE
campus Período integral September 2017 EUA New York

MBA em Contabilidade para os estudantes que não têm um curso de graduação em Negócios, que é aberto ao majors artes liberais e os de outros programas profissionais que desejam conhecer os requisitos para fazer o exame CPA, 57 créditos totais. [+]


Mba Em Contabilidade Profissional

RUTGERS BUSINESS SCHOOL – NEWARK AND NEW BRUNSWICK
campus Período integral 14  September 2017 EUA Newmarket

Um MBA está apenas a 14 meses de distância com o Rutgers MBA na Contabilidade Profissional. Um certificado no Audit Analytics é obtido com apenas um curso adicional. [+]

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Como é o planejamento estratégico de uma empresa que cresce 30% ao mês?

Entenda como o empreendedor Tiago Dalvi usa o planejamento trimestral e o método de OKRs para impulsionar o crescimento da sua empresa, o e-commerce Olist.

Quando seu negócio não está crescendo, é mais fácil propor uma mudança de caminho. Os números de cada mês te forçam a repensar a rota e experimentar uma nova estratégia.

Porém, o pior que pode acontecer é sua empresa desacelerar o crescimento lentamente. Você acaba se acostumando com os números menores, culpa a crise, um cliente ou um acontecimento externo e vai parando de sonhar. Todos os seus recursos, se usados na máxima potência, poderiam fazer sua empresa voar alto, mas o seu voo hoje é de galinha.

No segundo artigo da série especial de Planejamento Estratégico para empresas de alto crescimento, Tiago Dalvi, empreendedor do Olist, conta como encurtou o ciclo de planejamento para ganhar velocidade na tomada de decisão.

Quando seu negócio não está crescendo, a saída mais fácil é propor uma mudança de caminho. Os números ruins de cada mês fazem com que você repense a rota e experimente uma nova estratégia.

Porém, muitas vezes, o crescimento da sua empresa desacelera lentamente. Você acaba se acostumando com os números menores, culpa a crise, a perda de um cliente importante ou um acontecimento externo. E, quase sem perceber, vai deixando de sonhar. Sua empresa, que poderia voar muito alto se todos os seus recursos fossem usados na máxima potência, acaba voando baixo, mal saindo do lugar.

No segundo artigo da série especial de Planejamento Estratégico para empresas de alto crescimento, Tiago Dalvi, empreendedor do Olist, conta como encurtou o ciclo de planejamento para ganhar velocidade na tomada de decisão.

Planejamento é guia para ser consultado todos os dias

Empreendedor: Tiago Dalvi
Empresa: Olist
Setor: E-commerce
Número de funcionários: 96
Cresce 6 vezes ao ano

No Olist, nós não tínhamos ideia de como a velocidade de crescimento muda a perspectiva sobre a estratégia. Mas, na prática, muda completamente. Nas Scale-Ups, a velocidade é tão alta que o planejamento não pode ser algo escrito em pedra. Ele se parece mais com riscos na areia que estamos dispostos a mudar quando for preciso.

Se uma empresa cresce de 8 a 10% por semana, como é o nosso caso, é quase impossível saber o que vai acontecer no fim da semana, imagine no final do ano?

Por isso, nosso ciclo é mais curto e o acompanhamento do plano acontece mais de perto. Definimos uma meta anual bastante agressiva, assim quebramos em trimestre e depois em semana para acompanhar dia a dia.

Meta do Ano

A meta é como um tiro na lua para inspirar o time a ir além!

Quando determinamos a meta, não significa que sabemos exatamente o que é preciso para chegar lá, mas, em geral, temos uma ideia de estratégia e vamos descobrindo os detalhes ao longo do caminho.

Isso porque a inércia tem velocidade. Se dependermos só dela, crescemos 5% ao mês.

Nosso desafio é confrontar a inércia para crescer mais rápido.

Por isso, nos provocamos a crescer 25% ou 30% todo mês. Não que esse número tenha surgido do nada. Não damos espaço para o achismo. Mesmo a meta mais agressiva tem um racional por trás.

Planejamento Trimestral

A cada trimestre definimos quais são os objetivos a serem conquistados nos próximos 90 dias. Normalmente, 20 dias antes de terminar um trimestre, já começamos as discussões para entender o que fez sentido e quais são as prioridades do trimestre seguinte.

Esses objetivos são divididos por área e por squad. Com isso em mente, envolvemos cada área para que o próprio time pense o que será feito para atingir esse objetivo, por meio dos OKRs.

Por exemplo:

Objetivo: Melhorar a experiência dos usuários na plataforma
Resultado-chave: Diminuir o tempo de carregamento da página para 2 segundos

Em geral, trabalhamos com o Conselho do Olist para validar os objetivos estratégicos e, em seguida, levar para a equipe definir seus resultados-chave. Quando o time nos devolve esse exercício, nós fazemos uma provocação para sonharem maior.

Ninguém nunca fica confortável com os OKRs definidos, e isso é proposital. Esse é o momento de sair da zona de conforto e pensar em todas as maneiras possíveis de estressar os resultados-chave para atingir o objetivo.

Orçamento

Para desenhar o orçamento envolvemos também todas as áreas, entendemos as dificuldades do último ano e de cada trimestre, o que foi legal e o que faltou, e colocamos tudo isso na proposta seguinte.

No primeiro trimestre, sabemos que vamos seguir mais à risca o que foi projetado, mas, a partir daí, é uma loucura. Em 2017, por exemplo, já estamos experimentando a 14ª versão do orçamento.

Se você não adaptar o orçamento, pode limitar o crescimento.

Todo dia, o gestor financeiro olha esse orçamento confrontando o resultado com o planejado. Como nós dependemos de entregar resultado para crescer com base no caixa e não apenas em investimento, esse exercício é fundamental. Não podemos confiar que vamos ter dinheiro indefinidamente e que tudo vai dar certo no final. Todas as nossas projeções de orçamento são bastante conservadoras.

Métricas

No Olist, nós somos agressivos com as metas, mas muito pé no chão com as métricas.

Todas as áreas têm acesso à ferramenta de Business Intelligence, sendo que 70% do time sabe fazer uma Query e mexer com banco de dados. No total, temos 250 métricas monitoradas, juntando todas as áreas. Temos cerca de 5 métricas globais que todos na companhia devem saber e acompanhar diariamente. As demais são métricas operacionais e de cada área.

Rotinas

Na prática, nossa agenda tem alguns checkpoints semanais que podem servir de inspiração para você também implementar:

Reunião Gerencial
Toda segunda-feira (1 hora)
Foco: operação, resultados e momento de recalibrar a rota da semana

Reunião de Área
Uma vez por semana (1 hora)
Foco: manter o time atualizado das prioridades

Town Hall Meeting
Toda sexta-feira (45 minutos)
Foco: inspirar e fortalecer o time, compartilhar ansiedades e falar de possíveis ajustes de rota.

Reunião com Conselho
Toda terça-feira (30 minutos)
Foco: manter o Conselho atualizado, discutir rotas, negociações e burning questions (prioridades e principais desafios).

Somos muito focados em operação e foi isso nos trouxe até aqui. Por isso, seja qual for o método de planejamento que você escolha utilizar, tem um aprendizado que levo comigo: não existe mágica, nem sorte. Existe sempre um planejamento bem executado.

O que dizem os mentores?
Por Cassio Casseb

Os achismos podem levar a caminhos errados. Quando a empresa está crescendo, o empreendedor está eufórico. Ele se sente no topo, o que, muitas vezes, faz com que simplesmente passe a ‘achar as coisas’. Sem perguntar para alguém com mais experiência, sem fundamentar, sem testar ou embasar suas decisões em dados do ambiente.

Nesse momento, o empreendedor começa a errar por falta de humildade.

O planejamento obriga o empreendedor a ver o que é importante e a hierarquizar, assim como o Olist tem feito, baixando o grau de achismo. Com essa perspectiva, mesmo que o dono ‘ache’ alguma coisa, se não está nas prioridades, nem previsto no orçamento, o time se sente mais encorajado a questionar a decisão.

O achismo por si só é imprevisível. Ele pode ser a melhor coisa da empresa e, ao mesmo tempo, a pior. Porque o empreendedor, por feeling, pode acertar durante cinco anos, mas errar dois seguidos – e isso pode levar ao fim da empresa.

Conheça os outros artigos da série especial de Planejamento Estratégico para 2018 clicando aqui e aprofunde-se no tema com o novo curso gratuito de Planejamento Estratégico, apresentado pelo mentor Daniel Castello.

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Como o ciclo PDCA ajudou a Sirtec a superar gargalos de produtividade

É possível crescer sem perder eficiência? Darci Schneid desconfiava que não. Mas um amplo trabalho de consultoria vem mudando essa percepção — e a realidade da empresa.

Você já deve ter lido ou ouvido falar da Sirtec por aqui. Seja por meio deste artigo, que conta a história de seu criador, Darci Roberto Schneid, ou deste, a empresa vem construindo uma linda história no setor de sistemas elétricos — a ponto de, hoje, ser avaliada como uma das melhores organizações para se trabalhar na região sul do país.

Só que, assim como acontece com qualquer empresa que cresce de forma consistente, os desafios também mudam de patamar. Um deles, mais recente, dizia respeito à relação crescimento X produtividade. Darci estava apreensivo com a perspectiva de crescer e se tornar menos produtivo.

A razão do medo era uma só: eficiência. “Nosso negócio é resolver bem o problema dos clientes, construindo e fazendo a manutenção de redes elétricas de forma eficiente”, conta Darci. “No entanto, começamos a perceber que, com o conhecimento e com o método que tínhamos, estávamos chegando a um limite de produção em campo”.

O limite foi atingido. E agora?

Dito e feito. Aquele limite previsto por Darci fora atingido, e, diante das dúvidas sobre crescer e manter a qualidade na produção, ele saiu em busca de ajuda. Que veio na forma de um projeto realizado em conjunto com a consultoria Falconi, e que já está dando resultados significativos para a empresa.

A primeira etapa deste processo foi a identificação dos principais gargalos de crescimento da Sirtec. Ou, como afirma Fausto Pimentel, consultor da Falconi, “o diagnóstico para identificar as lacunas, que são as diferenças entre o resultado atual da empresa e o melhor patamar possível, tendo como referência o mercado em que ela atua”.

No caso da Sirtec, foram definidos dois desafios principais: a formação de novos líderes; e o setor de Operação, cujos processos foram saindo do controle à medida que a empresa crescia.

Definindo as metas e usando os ciclos PDCA/SDCA

De posse desses desafios, ou lacunas, vem o momento de definir as metas para resolvê-los. “A meta é o patamar ao qual a empresa precisa chegar para preencher a lacuna”, conta Fausto. Para isso, foram usados dois métodos: o ciclo PDCA, ou Plan-Do-Check-Act/Adjust (Planejar-Fazer-Verificar-Agir, ou Planejar-Fazer-Verificar-Ajustar), e SDCA, ou Standard-Do-Check-Act/Adjust (Padronizar-Fazer-Verificar-Agir/Ajustar).

Para conhecer mais sobre PDCA, recomendamos a leitura deste nosso artigo. Já o ciclo SDCA implica em definir o padrão, definir a meta para aquele padrão, depois aplicá-lo. De acordo com Fausto, aqui “é necessário muito treinamento para checar se o padrão está sendo seguido ou não, e se o resultado foi alcançado”. Isso tudo deve ser monitorado por meio de reuniões periódicas: diárias, semanais, mensais etc.

Fausto enfatiza que, para se resolver um problema, os dois ciclos são indispensáveis — primeiro o PDCA, depois o SDCA (planejamento precedendo a parametrização).

Diminuindo o turnover em áreas estratégicas

No caso do RH, foi constatado que havia problemas já na contratação. Assim, com o auxílio da Falconi, Darci definiu que, para formar melhor seus líderes, a empresa deveria olhar para aqueles colaboradores que se destacam, encontrar o que eles têm em comum e, a partir daí, criar um perfil ideal de contratação.

Outro ponto que merecia atenção era o do turnover. É fato que muitas empresas sequer medem a taxa total; no entanto, as lacunas da Sirtec mostraram que o turnover de cargos estratégicos (em que o treinamento requer investimentos importantes) devia ser drasticamente reduzido. Os eletricistas, por exemplo: “o turnover tem que ser zero”, afirma Darci. A empresa então desenvolveu mecanismos de reconhecimento para isso.

A inspiração que vem da Ambev

Um exemplo que inspirou a formação de lideranças da Sirtec foi o da Ambev. De acordo com Fausto, no início, todo o processo de recrutamento da empresa tinha oportunidades de melhoria. “Era recorrente a contratação de pessoas ambiciosas para cargos estritamente operacionais”.

Foi um longo processo, é verdade. “Foram necessários 13 anos para a formação de um pipeline de lideranças na Ambev”, revela Fausto Pimentel. “Foi montado um esquema para se observar os principais talentos e acompanhar o desenvolvimento deles, de modo a parametrizar”. No final, deu muito certo. “Depois de algum tempo, você acaba tendo uma ‘chuva’ de gente boa dentro de casa”.

Voltando à Sirtec, uma decisão importante, nesse sentido, foi a formação de um time técnico interno que se tornou responsável por disseminar e multiplicar todo o conhecimento do projeto. “Eles criam a inteligência e a repassam para as pessoas”, conta Darci.

Vender bons serviços = vender bons processos

Já com relação aos processos, a questão do SDCA foi crucial. Porque, como Darci lembra, “uma empresa de serviço vende processos, e por isso o processo tem que ser impecável, perfeito e padronizado.”

A constatação foi a de que os processos da Sirtec precisavam ser constantemente melhorados e adaptados, de modo a incluir possíveis alterações de contexto que podem ocorrer (por exemplo, no caso de a instalação ser realizada em terrenos rochosos).

O treinamento, assim, ganhou ainda mais importância. Fausto lembra que, “sob as mesmas circunstâncias, o colaborador só não cumpre o procedimento se não for bem treinado”. A falta de treinamento levará ao não-cumprimento de um procedimento — que, por sua vez, fatalmente levará ao insucesso da empresa.

Outro ponto indispensável para aprimorar os processos é o registro. “O que é essencial tem que estar registrado”, conta Fausto. Assim sendo, “os principais processos têm que estar muito bem desenhados em manuais, vídeos para treinamento etc”, ressalta ele.

E quanto à resistência do time?

Todo esse projeto é amplo, complexo e, para ser bem sucedido, precisa da adesão dos colaboradores. Mas como lidar com a possível — e muitas vezes inevitável — resistência?

Fausto é enfático: “com boa liderança”. De acordo com ele, “não há outra forma. E um bom líder é aquele que bate meta, com o time, fazendo o certo”. Alcançar metas, por exemplo: atribuir metas baseadas em lacunas — promover o domínio do método pela equipe — promover a aquisição do conhecimento técnico.

O consultor da Falconi lembra, também, que resistência se combate com conhecimento. “O papel do líder é dar a demanda, apresentar uma meta bem definida”. E evoca, mais uma vez, a importância da preparação na aquisição desse conhecimento: “o empreendedor tem que gerar fontes de conhecimento como cursos, consultorias, livros e até viagens”.

Mas o que faz um projeto como esse ser bem-sucedido e aceito pelo time? Para Darci, aí entra o papel do empreendedor. Ele precisa se envolver diretamente para demonstrar para o time o quanto é importante. Assim, com o tempo, quando os resultados começarem a aparecer, os argumentos se fortalecem e fica mais difícil do time resistir à mudança. No fundo, a cultura da empresa tem que ser predisposta a mudar. Se isso acontecer, todo o resto do projeto flui melhor.

Para se aprofundar nesse tema de gestão da mudança, sugerimos que conheça o curso Planejamento Estratégico para Empreendedores, entendendo o passo a passo para aplicar um novo projeto dentro do seu negócio.

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

Correalização:

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Jornada do empreendedor nas Universidades: como criar uma estratégia completa?

Não basta inspirar o aluno e depois abandoná-lo; um bom projeto de Educação Empreendedora precisa contemplar toda a Jornada do Empreendedor. Veja aqui como fazer isso.

É possível formar um empreendedor? É possível ensinar o empreendedorismo, mostrando caminhos, apontando os maiores desafios e indicando, por meio de exemplos, formas de superá-los?

Na Endeavor, acreditamos firmemente que sim, é possível. O Movimento de Educação Empreendedora é uma forma de fornalecer este trabalho entre as instituições de ensino. Um movimento que, embora já ocorra há algum tempo, vem ganhando cada vez mais espaço nas universidades.

Um exemplo desse apoio é a Pesquisa Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras 2016, realizada pela Endeavor em 2016. Nela, foram apontados os maiores desafios da área. E, para superá-los, foram definidas três principais recomendações para o desenvolvimento de um bom projeto de Educação Empreendedora.

Dados que chamam (muito) a nossa atenção

Os dados da pesquisa mostram o quão importante é dar mais atenção ao assunto. Alguns exemplos:

  • Enquanto 65% dos professores estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo nas suas universidades, a média entre alunos é de 36%.
  • Entre 29 possíveis iniciativas de empreendedorismo que poderiam indicar em suas instituições, 5% afirmaram que sua universidade não possuía nenhuma, e 10% afirmaram que só possui uma;
  • O professor é a última pessoa que os alunos procuram para falar sobre o tema, 52% dos alunos não conversam com seus professores sobre negócios.
  • Dentre as disciplinas de empreendedorismo ofertadas nas universidades, 54% fala sobre inspiração para empreender.

Esses resultados levam a uma conclusão principal: que o projeto de Educação Empreendedora de uma Universidade deve não apenas existir, mas ser completo. Para isso, é necessário apoiar o empreendedor universitário de alto impacto em todas as etapas do seu desenvolvimento, sem deixar buracos. O que implica abordar a chamada “Jornada do Empreendedor” em sua totalidade. Agora vamos falar um pouco mais a respeito disso.

Preparando o aluno para o caminho a ser traçado

A Jornada do Empreendedor representa o caminho de desenvolvimento de um empreendedor de alto impacto — ou seja, aquele responsável por uma Scale-up. E isso abrange todas as etapas: da sensibilização do aluno para o empreendedorismo à abertura efetiva de uma empresa, passando pela gestão do dia a dia e principalmente pelas dores do crescimento.

O aluno precisa ter consciência desses desafios, que vão exigir diversos tipos de competências e de apoio. E o papel das universidades, nesse sentido, é crucial. As instituições devem fornecer insumos para o desenvolvimento do aluno como empreendedor, garantindo suporte em todas as fases do negócio.

Caso isso não aconteça, de nada adiantará inspirar jovens a empreender. Aliás, os esforços podem ter resultados inversos: as lacunas no aprendizado podem gerar frustração, e aquele provável empreendedor de alto impacto pode simplesmente perder o ímpeto.

As três etapas da Jornada Empreendedora e alguns exemplos inspiradores

Um projeto de ensino que aborde a Jornada completa também deve pensar a educação empreendedora para todos os seus alunos. Pois quem realmente quiser abrir um negócio de alto impacto terá as ferramentas para tanto; e quem não tiver o perfil poderá até abandonar a Jornada depois das primeiras etapas, mas continuará com a possibilidade de aprender com o empreendedorismo, talvez desenvolvendo habilidades para se tornar um intraempreendedor onde estiver.

A jornada é composta por três blocos principais, com algumas etapas dentro de cada um. São eles: Sensibilização, Ação e Gestão. Falaremos mais sobre cada um deles abaixo, com exemplos de boas práticas.

1 – Sensibilização: desmistificação e autoconhecimento

Aqui está a grande maioria das iniciativas de Instituições de Ensino Superior. E não é à toa: trata-se da porta de entrada dos programas de educação empreendedora da Instituição. Ou seja, a boca do funil para o resto da jornada.

Além disso, a desmistificação é capaz de atingir todos os alunos, não só os empreendedores. Aqui entram grandes eventos de inspiração, cases, viradas empreendedoras, conversas com empreendedores e ex-alunos etc.

Já os projetos de auto conhecimento podem parecer mais difíceis de construir, mas são igualmente importantes na hora de um aluno identificar seu perfil empreendedor. É o momento de olhar para dentro, com a ajuda de disciplinas.

Luz, câmera e empreendedorismo (PUC-RIO)

Na iniciativa da PUC-Rio, os próprios alunos produzem videocasos de empreendedores como alternativa ao TCC. A atividade não só conecta a Instituição com o mercado, mas gera um material inovador de estudo de empreendedorismo dentro das aulas e é capaz de engajar os alunos além do que a Instituição pode imaginar. Este é um ótimo exemplo da importância dos ex-alunos para a educação empreendedora na Universidade.

Para conhecer os videocasos, é só clicar aqui.

IBMEC SOCIAL

Essa inciativa veio dos próprios estudantes do Ibmec MG, que mantém projetos financeiramente sustentáveis de impacto social e forma alunos mais empreendedores e engajados. Além do empreendedorismo “mão na massa” dos projetos geridos na comunidade, a criação da iniciativa por si só é uma atitude empreendedora, cheia de lições.

Saiba mais sobre o projeto clicando aqui.

Aprendizado com propósito (UNIPAM)

Trata-se de uma disciplina de projetos que a UNIPAM criou para que seus alunos resolvam problemas da comunidade por meio do empreendedorismo.

Além de terem um impacto positivo na cidade, eles são inspirados a buscar seus propósitos, aprendem conceitos de empreendedorismo e desenvolvem competências socioemocionais ao longo do semestre, visivelmente transformados pela experiência. Neste processo, o autoconhecimento está muito presente.

2 – Ação: oportunidades e início do negócio

Este é o momento de botar pra fazer. De tirar as ideias do papel, identificar as oportunidades de negócio e construí-lo. Com certeza o público, aqui, será menor do que na etapa anterior; mas quem se sentiu inspirado e capaz de empreender na etapa de sensibilização vai avançar. E vai precisar de apoio.

Uma grande armadilha, talvez a mais comum, é trabalhar o início da Jornada e parar por aí. Não só de inspiração é feita a Educação Empreendedora, e abandonar o aluno neste momento crítico, no qual ele precisa muito de apoio, pode ser altamente desestimulante.

O período de ação consiste tanto em entender o mercado e oportunidades de negócio, ou seja, problemas a serem resolvidos; quanto realmente tomar o risco de abrir o seu negócio.

Conheça iniciativas bem-sucedidas neste campo:

TCC Startup (UNISUL)

TCCStartup foi a forma encontrada pela UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) para atender à demanda dos alunos em gerar negócios e inovar no Trabalho de Conclusão de Curso. A iniciativa cresceu tanto que a metodologia vai envolvendo cada vez mais a comunidade e outras áreas da Instituição.

Desafio UNICAMP

Se sua instituição produz patentes, é provável que muitas delas fiquem na gaveta — ou melhor, na biblioteca.

Para solucionar isso, a UNICAMP lançou um desafio que disponibiliza as patentes da universidade para que os alunos criem ideias de negócio. Assim, a instituição vem conseguindo gerar soluções e valor para a sociedade, com o suporte em mentorias do responsável pela patente, e de pessoas com experiência de mercado.

Tirando ideias do papel (UNISAL)

Trata-se de uma iniciativa dinâmica e acessível para todos os alunos, servidores e comunidade em que a instituição está inserida. Em formato de workshop, “Tirando Ideias do Papel” é composto por um tabuleiro enorme para formar empreendedores utilizando a gamificação e o trabalho por meio de projetos. Com ele, não apenas alunos, mas qualquer pessoa da comunidade pode ser capacitada para empreender. A gameficação do ensino e o formato de competição são ótimas dicas de sucesso.

Saiba mais sobre o projeto clicando aqui.

3 – Gestão: desafios de estabilização e gestão, desafios de crescimento e empresas de alto impacto

Na terceira etapa da Jornada Empreendedora, entram todos os desafios de se gerir de fato a empresa no dia a dia, conservando o ritmo de crescimento que vão escalar o negócio. Aqui podem entrar desafios em áreas específicas, que vão exigir busca ativa e um apoio mais personalizado. Sobre este momento, temos os seguintes cases de boas práticas:

CENTEV – Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (Universidade Federal de Viçosa)

O Centev foi criado para alinhar trabalhos de Ideação, Pré incubação e Incubação na Universidade Federal de Viçosa. A instituição, aliás, é referência não apenas em ensino de qualidade, como também no fomento e apoio ao empreendedorismo.

A UFV teve um papel muito importante no desenvolvimento da cidade e do ecossistema empreendedor local. Para conhecer mais sobre o CENTEV, clique aqui.

Por fim, para que a Instituição de Ensino seja capaz de pensar toda a Jornada do Empreendedor e planejar seus próximos passes ela deve enxergar o quanto atende esta jornada no seu momento atual. Daí a importância de dois pontos. O primeiro é o mapeamento das iniciativas existentes, o que pode incluir o que é feito institucionalmente por um centro de empreendedorismo, mas também iniciativas descentralizadas de professores e dos próprios alunos. O segundo é a comunicação destas iniciativas para todos os públicos (da direção, aos professores, aos alunos), como ferramenta chave para disseminar o empreendedorismo, engajar e divulgar as iniciativas.

Assim, temos a Educação Empreendedora como um todo, sendo possível enxergar como e onde aprimorar seus futuros projetos – e o empreendedorismo no país.

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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iDEXO: novo instituto de coinovação entre startups, empreendedores e o mundo corporativo chega ao mercado

Chega hoje ao mercado uma nova iniciativa de fomento ao empreendedorismo e inovação: o iDEXO, um instituto sem fins lucrativos que tem o propósito de conectar startups, empreendedores e desenvolvedores a grandes empresas na busca por novas soluções de negócios. Criada como uma plataforma aberta de inovação, o projeto visa a identificar ideias inovadoras, que tenham potencial de adoção e crescimento exponencial, estruturar o negócio e as conectar ao mercado.

Diferente de todas as outras iniciativas existentes no Brasil, o iDEXO vai disponibilizar infraestrutura e tecnologias (incluindo abertura de APIs), aplicar as mais modernas metodologias globais de mentoria, além de estimular a possibilidade de investimento junto a empresas associadas. O instituto também se destaca pelo seu ambiente – de 1.3000 m² -, localizado dentro da nova sede da TOTVS, na Zona Norte de São Paulo. Há estações de trabalho individuais, mesas compartilhadas, espaços para reuniões, um laboratório de Design Thinking próprio, além de espaços para descompressão, descanso e happy hours, incluindo uma máquina de fliperama e mesa de sinuca.

De acordo com Gustavo Torres, diretor geral do iDEXO, a ideia é criar um grande ecossistema baseado no conceito de coinovação. Ou seja, incentivando a conexão entre empresas já consolidadas de mercado com novos empreendedores para que, juntos, possam inovar e criar soluções para demandas de organizações e setores. “Ainda é comum existir uma competição entre empresas e startups que despontam no mercado. Queremos promover o intercâmbio de ideias entre elas para que possamos criar juntos soluções que atendam às reais necessidades”, destaca Torres.

Tudo começa com seleções, que acontecerão três vezes ao ano, para novos empreendedores, sejam startups ou desenvolvedores autônomos, que desejem se juntar ao instituto e colaborar nos projetos. Essas chamadas partirão sempre de um desafio de negócio e a primeira delas deve ser realizada em novembro deste ano.

Após as inscrições, as melhores ideias para solucionar o problema divulgado serão selecionadas e ingressam no programa iDEXO, com duração de três meses. Neste período, os empreendedores receberão todo apoio técnico, infraestrutura e mentoria necessários para desenvolverem seus produtos. No final, terão que apresentar seus projetos para uma banca, formado por profissionais de mercado e de empresas associadas, que escolherão os ganhadores. As soluções que já estiverem maduras poderão receber investimentos das organizações parceiras, para continuarem seus negócios de forma independente.

Criando um ecossistema global

Uma das ações que permitirá ao instituto atingir seus objetivos é a consultoria da Hyper Island, a mais renomada escola do mundo de inovação digital com foco no desenvolvimento do pensamento criativo, que vai trabalhar fortemente o mindset e cultura dos empreendedores selecionados. Com uma nova forma de pensar, planejar e executar seus projetos, a aposta do iDEXO é que saiam dali negócios bem estruturados para o mercado consumidor global. “Acreditamos que criar espaços para acelerar a experimentação e o aprendizado pode gerar benefícios diretos e indiretos muito valiosos para o nosso ecossistema como um todo. Ficamos muito honrados de poder colaborar com esta iniciativa”, diz Nathalie Trutmann, Managing Director Latin America da Hyper Island.

A primeira startup a usufruir desses benefícios é a RetailApp Inc., companhia americana especialista em tecnologias para o varejo. A empresa, baseada em Miami, atingiu um rápido sucesso internacional com sua plataforma desenhada para conectar toda uma organização, em poucas horas, através de indicadores de performance combinados com recursos de rede social. “Acreditamos que o total é sempre melhor do que a soma de todas as partes individuais. A experiência tem nos mostrado que as alianças estratégicas e o trabalho em conjunto com outras companhias são o caminho para avançarmos mais rápido e na direção correta. Por isso, o iDEXO é a melhor expressão deste pensamento. Estamos muito contentes em sermos a primeira companhia eleita para este projeto”, ressalta Gonzalo Almada, CEO da RetailApp Inc.

Já para dar aos novos negócios suas primeiras conexões ao mercado, o instituto conta com a TOTVS, maior provedora de tecnologia da América Latina e uma das fundadoras da iniciativa, o Banco ABC, um banco múltiplo especializado na concessão de crédito e serviços para empresas de médio a grande porte e a Soluti, empresa especializada em certificação digital. “Queremos criar um sólido programa de incentivo ao empreendedorismo no País, com a formação de profissionais preparados para adaptarem seus negócios a um mundo em constante mudança”, reforça Laércio Cosentino, CEO da TOTVS, ao falar sobre a iniciativa de fundar o instituto, que funcionará de forma totalmente independente.

“Consideramos o iDEXO um ecossistema organizado e único de inovação, unindo tecnologia, conhecimento de mercado das corporações associadas, e a criatividade das startups e desenvolvedores”, explica Sérgio Lulia Jacob, vice-presidente executivo do Banco ABC Brasil. “Ao mesmo tempo que proporciona infraestrutura, metodologias e ferramentas prontas para inovar, a iniciativa inclui as grandes empresas apontando as demandas reais de mercado por meio da participação direta de seus experientes executivos”, finaliza.

Para a Soluti, a oportunidade está em fortalecer sua atuação no setor financeiro posicionando a certificação digital e a autenticação segura como uma porta de entrada para a mobilidade e a digitalização de setores tradicionais da economia. “Para nós, o iDEXO é uma forma de viabilizar a cultura ágil e leve das fintechs nas instituições financeiras através das nossas soluções na nuvem e com a segurança que essas empresas necessitam. Muitas vezes, uma assinatura digital eficiente é tudo o que uma startup precisa para se conectar a um grande banco e transformar a maneira de se fazer as coisas neste mercado”, argumenta Vinicius Sousa, chairman da Soluti. Ao fazer parte de um ecossistema, a companhia também consegue acompanhar de perto as Healthtechs e ficar de olho no potencial de uso de seu portfólio para prontuários eletrônicos, entre outras aplicações.

Assim como TOTVS, Banco ABC e Soluti, qualquer organização do Brasil ou exterior pode se tornar uma associada do instituto e buscar solucionar ali dentro um problema de sua operação ou estar perto de oportunidades de disrupção.

Reforçam ainda o time de parceiros outros nomes de peso, como o Governo de Ontário, principal província canadense, que apoiará na divulgação internacional do projeto e captação das startups, a Mobile Marketing Association (MMA) e a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). “As incubadoras de negócio são cruciais para a promoção de inovação e conexão entre os novos atores que serão responsáveis pelo futuro da economia“, afirma Todd Barrett, cônsul Comercial de Ontário no Brasil. Após essa fase inicial, as startups apoiadas contarão com o apoio da província no país para identificar oportunidades de negócio e internacionalização.

“Aplaudimos de pé a iniciativa do iDEXO em fomentar o desenvolvimento do ecossistema de startups e do empreendedorismo no Brasil. Tenho certeza que as sinergias que vamos gerar entre as iniciativas impactará de forma estratégica o mercado de marketing digital”, ressalta Fabiano Destri Lobo, diretor da MMA para América Latina. Rodrigo Ubaldo, presidente da ABFintechs, também aposta no potencial de geração de negócios promovido pelo instituto: “Através dessa parceria, Fintechs com alto potencial de alavancagem poderão se beneficiar do modelo de desenvolvimento único proposto pelo iDEXO”, finaliza Ubaldo.

Informações iDEXO para a imprensa: 

RMA Comunicação

Regina Sanches – regina.sanches@rmacomunicacao.com.br – (11) 2244-5997

Marina Zimmaro – marina.zimmaro@rmacomunicacao.com.br – (11) 2244-5935

Viviane Andrade – viviane.andrade@agenciarma.com.br – (11) 2244-5917

Maíra Porto – maira.porto@rmacomunicacao.com.br – (11) 2244-5958

Marina Escarminio – marina.escarminio@agenciarma.com.br – (11) 2244-5984

Olivia Nercessian – olivia.nercessian@rmacomunicacao.com.br – (11) 2244-5992

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Governo edita novo prazo de adesão ao PERT

O Presidente da República, Michel Temer, divulgou a pouco em edição Extra do Diário Oficial da União a Medida Provisória nº 804, que trata do Programa Especial de Regularização Tributária junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

De acordo com o texto o novo prazo será até dia 31 de outubro de 2017.

Segue a íntegra da MP:

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 804, DE 29 DE SETEMBRO DE 2017

Altera a Medida Provisória nº 783, de 31 de maio de 2017, que institui o Programa Especial de Regularização Tributária junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e revoga a Medida Provisória nº 798, de 30 de agosto de 2017.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art. 1º A Medida Provisória nº 783, de 31 de maio de 2017, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

§ 3º A adesão ao PERT ocorrerá por meio de requerimento a ser efetuado até 31 de outubro de 2017 e abrangerá os débitos indicados pelo sujeito passivo, na condição de contribuinte ou responsável, sendo que, para os requerimentos realizados no mês de outubro de 2017 por meio da opção por uma das modalidades de que tratam:

I – os incisos I e III do caput do art. 2º e o inciso II do caput do art. 3º, o pagamento à vista e em espécie de percentual do valor da dívida consolidada referente às parcelas dos meses de agosto e setembro de 2017 de que tratam os incisos I e III do caput do art. 2º, o inciso I do § 1º do art. 2º, o inciso II do caput do art. 3º e o inciso I do § 1º do art. 3º, será efetuada cumulativamente à parcela do pagamento à vista referente ao mês de outubro de 2017; e II – o inciso II do caput do art. 2º e o inciso I do caput do art. 3º, os pagamentos da primeira, da segunda e da terceira prestação, nos percentuais mínimos para cada prestação de quatro décimos por cento da dívida consolidada, serão realizados cumulativamente no mês de outubro de 2017.

………………………………………………………..” (NR)

Art. 2º Fica revogada a Medida Provisória nº 798, de 30 de agosto de 2017.

Art. 3º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 2 de outubro de 2017.

Brasília, 29 de setembro de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

MICHEL TEMER

Henrique Meirelles

Micro e Pequenas Empresas

O diretor político parlamentar da Fenacon, Valdir Pietrobon, informou que a Entidade está trabalhando de forma incansável pela aprovação de projeto que contemple a inclusão das Micro e Pequenas Empresas, nas mesmas condições. “Queremos tratamento igualitário para todas as pessoas jurídicas no país. Tenho trabalhado insistentemente no Congresso Nacional a fim de sensibilizar os parlamentares da importância de aprovar um texto com esse objetivo”, afirma.

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Ninguém cresce sozinho: 5 passos para encontrar o mentor ideal

O que fazer quando bate aquela dor e você parece irremediavelmente sozinho? Que tal buscar alguém que já passou pela mesma coisa? Veja, nesta websérie, como buscar um mentor.

Empreender é uma atividade inevitavelmente solitária. Por mais que você tenha um sistema pessoal de suporte, que se cerque de sócios de confiança e que monte um time bem preparado, há desafios da operação que somente você poderá encarar e superar.

Por mais que acredite no potencial do seu negócio, há momentos em que o crescimento trará dores, dúvidas. E nesses momentos, é provável que você olhe para os lados e não veja a quem recorrer.

Mas a verdade é que não é bem assim. Ainda que a solidão seja um sentimento recorrente entre empreendedores, a vontade de compartilhar experiências também é. Porque muitos gestores já trilharam esse caminho, e sabem o que fazer para que ele seja menos doloroso e angustiante.

Gente como Vitor Torres, Empreendedor Endeavor e CEO da Contabilizei. Nessa websérie inédita correalizada com o Sebrae, ele compartilha aprendizados valiosos para você aplacar a solidão das dores do crescimento por meio da ajuda de mentores. Confira:

1. O poder de uma xícara de café

Como transformar uma xícara de um café em uma mentoria? No primeiro episódio, Vitor explica a importância de uma mentoria bem feita, lembrando como ela pode impactar uma jornada empreendedora. Além disso, compartilha seu próprio case pessoal.

2. Como encontrar (e abordar!) um mentor

No segundo episódio, Vitor Torres aborda aquela que talvez seja a maior dificuldade para empreendedores em busca de um mentor: justamente a de encontrá-lo. Assim, ele traz dicas práticas de onde procurar e de como abordar a pessoa que poderá te ajudar a superar uma dor específica.

3. Mentoria: o antes, o durante e o depois

Anotou as dicas de como encontrar e abordar seu mentor? Ótimo! Agora é hora de entender o que faz com que uma mentoria seja bem-sucedida.

Neste episódio, Vitor fala sobre o papel do empreendedor na preparação para a conversa, sobre pontos durante a conversa em si e sobre como fazer o follow-up para garantir novas mentorias.

4. Quando você não concorda com os conselhos de um mentor

Aqui, Vitor toca em um ponto irrevogável: o que fazer quando o mentor diz uma coisa e sua intuição diz outra? Como lidar com as orientações com as quais você não concorda? Confira as dicas que vão te ajudar a lidar com as porradas e a conciliar a voz da experiência do mentor com o seu instinto.

5. Posso ser um mentor também?

Se, após receber mentorias, você se sentir na vontade de retribuir e mentorar alguém, não perca este último episódio da Websérie. Nele, Vitor Torres lista características que você precisa desenvolver para ajudar outros empreendedores a crescer — e fala sobre como o ecossistema se beneficia quando isso acontece.

Buscar ajuda para crescer é uma das características de empreendedores de alto impacto!

Quer saber mais?

5 conselhos para se tornar um empreendedor de alto impacto

*Este artigo é uma parceria de produção entre Endeavor e Sebrae

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Dívida X Lucro: a Contabilidade Gerencial acabando com o vilão das empresas

A vida útil de uma parcela significativa de empresas no Brasil dura em torno de 4 anos, de acordo com o IBGE. Tal fato ocorre, em sua maioria, pela falta de conhecimento dos empresários em gestão financeira e, principalmente, da ausência de estruturação e análise das demonstrações contábeis. A ausência de informações sobre a saúde financeira do negócio, pode causar a redução do lucro devido às despesas financeiras com altas taxas de juros provenientes dos empréstimos e financiamentos, comprometendo assim a Projeção de Fluxo de Caixa. Por isso é essencial que os donos do negócio e profissionais como Gestores Financeiros e Controllers, utilizem a Contabilidade Gerencial como ferramenta para analisar mais profundamente os dados econômicos-financeiros.

Como e quando usar a Contabilidade Gerencial para uma análise financeira?

A Contabilidade Gerencial, ou Contabilidade de Gestão, fornece um conjunto de informações geradas na contabilidade com fins gerenciais, e pode ser utilizada por todos os portes de empresas tais como: micro, pequenas, médias e grandes.

processo de Contabilidade Gerencial é de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingirem os objetivos organizacionais, não se prendendo a nenhuma obrigação legal.  Lembrando que o Contador é responsável pelas obrigações legais, enquanto o Controller e/ou o Gestor Financeiro, realizam o trabalho de análises e elaboração dos relatórios, auxiliando a diretoria a terem uma visão sintética e analítica dos dados para a tomada de decisão.

Algumas informações da Contabilidade Gerencial que os gestores devem utilizar para analisar o desempenho organizacional, são:

Em algumas empresas que não possuem um setor de Contabilidade ou a Contabilidade é externa, o maior erro cometido pelos gestores é o de não realizar as análises das demonstrações contábeis. Isso ocorre pois calculam apenas o vendido no mês (receita), menos o pago (despesas), chegando ao lucro. Muito desses relatórios são elaborados por funcionários despreparados ou proprietários sem conhecimento em finanças, como segue um exemplo de modelo:

Análise-financeira-simples

O correto é a empresa elaborar um Demonstrativo de Resultado do Exercício, famoso DRE. Nele é possível analisar as rubricas e ter uma compreensão mais clara do resultado econômico da organização, conforme a imagem abaixo.

Estrutura do DRE

Caso você tenha interesse em fazer o download do Modelo de Planilha de Demonstrativo de Resultado, pode baixá-la gratuitamente clicando no banner:

Planilha Modelo de Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE)

O que é Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) e o Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC)

Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), é um relatório que oferece uma síntese econômica completa das atividades operacionais e não operacionais de uma empresa em um determinado período de tempo, demonstrando claramente se há lucro ou prejuízo. Ele foi criado pela legislação brasileira para padronizar e organizar o controle financeiro da empresa. Embora muitas pessoas não saibam, o DRE surgiu a partir de uma lei brasileira criada em 1976, a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404). Essa lei tornou obrigatória a apresentação anual de um DRE por todas as empresas do país, devendo seguir determinadas orientações e padrões exigidos na Lei.

Já a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é uma demonstração contábil, que mostra as entradas e saídas de dinheiro do caixa e investimentos num determinado período, ou seja, evidencia a posição financeira da empresa. O DFC, é dividido em três atividades:

  • Atividades Operacionais: são as receitas e os gastos relacionados a produção dos bens e serviços.
  • Atividades de Investimentos: relacionam-se com o aumento ou diminuição dos ativos não circulantes no balanço patrimonial, que são utilizados na produção dos bens e serviços. Por exemplo, aquisição ou vendas de equipamentos e edificações, compra ou venda de participação em outras empresas, etc.
  • Atividades de Financiamentos: são os empréstimos e financiamentos adquiridos no curto prazo. As entradas são as vendas de ações emitidas no mercado, a emissão de debêntures e os empréstimos obtidos. As saídas, são os empréstimos pagos, dividendos, etc.

Comparativo do DRE X DFC

Quando é feito uma análise somente pelo DRE, os dados mostram a receita, as despesas e custos realizados dentro do mês, independente se a venda ou o pagamento foram feitos a prazo ou à vista.

Muitas vezes a empresa pode ter realizado um volume alto nas vendas com lucro no DRE, porém, pela má gestão nos prazos de pagamento e recebimento, ela ficará sem dinheiro no caixa.Contabilidade Gerencial

Exemplo: Imagine que uma empresa que venda sapatos comprou sua matéria-prima no valor de R$ 15.000,00 no mês 04 e pagará seu fornecedor em 3 pagamentos. O primeiro pagamento será no valor de R$ 5.000,00 no mês 05, o 2º no valor de R$5.000,00 no mês 06 e o 3º no mesmo valor de R$ 5.000,00 no mês 07. Esses produtos poderão ser vendidos no mês 07 no valor de R$ 21.000,00 em 3 pagamentos de R$7.000,00, sendo que o 1º recebimento seja realizado somente no mês 08. Com isso, a empresa poderá sofrer com a falta de recursos no caixa para cumprir a obrigação com seu fornecedor.

Nesse exemplo, a empresa teria um DFC representado dessa forma:

DFC

Enquanto o seu DRE será:

DFC

Analisando as imagens, podemos perceber que existe uma diferença entre Regime de Caixa e Regime de Competência. O Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) é elaborado pelo Regime de Competência, que é um método de registro de lançamentos contábeis na data do fato gerador (receita, despesas e custos). Já o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) é elaborado pelo Regime de Caixa, no qual as receitas, despesas, custos e investimentos são registrados somente quando forem recebidos ou pagos.

As demonstrações contábeis citadas acima, são de fundamental importância por terem objetivos distintos, porém, deverão ser elaboradas mediante a realidade de cada empresa, tendo como foco, a mensuração do resultado econômico-financeiro e auxiliar a diretoria na tomada de decisão.

Dicas de Gestão

Para sobreviverem, as empresas precisam alavancar suas vendas, adotando políticas de pagamento à prazo e à vista, além de minimizarem o risco de perdas (Perda de Devedores Duvidosos – PDD) e inadimplências.

Como mostramos no exemplo da empresa de sapatos, se não houver uma gestão nos prazos de pagamentos e recebimentos, a organização não terá dinheiro suficiente em caixa. Por isso, poderá não cumprir com suas obrigações sendo necessário recorrer a capital de terceiros, como empréstimos e financiamentos, acarretando em pagamentos de juros, aumento das despesas financeiras e redução da margem de lucro do negócio.

Para que sua empresa não passe por essa situação, seguem três dicas para prevenir a insuficiência do capital de giro:

#1 –  Mantenha o controle de inadimplência: antes de iniciar o controle de inadimplência de uma empresa, é necessário que seja realizado uma análise de crédito para aquele cliente em potencial solicitando documentos de identificação, ou dados da empresa para análise de índices econômicos – financeiros (como por exemplo o de liquidez e endividamento). A partir das informações obtidas, é determinado o perfil do cliente de acordo com as exigências da empresa. Um dos segredos é oferecer o crédito pedindo uma garantia, também deverá ser observado a situação do mercado atual, como por exemplo a economia do país e a taxa de desemprego. Um dos grandes problemas da gestão financeira, é não receber de seus clientes dentro do prazo negociado pois isso compromete a outra ponta, que é o pagamento dos fornecedores. Alguns passos essenciais para evitar a inadimplência e receber no prazo são:

  • Ser transparente deixando claro os valores, as formas e prazos de pagamentos, além das consequências da inadimplência como multas, juros e interrupção dos serviços ou vendas de bens;
  • Dê opções de formas de pagamento para o cliente como boleto bancário e cartão de crédito. Por mais que seja cobrada uma taxa pela transação do cartão de crédito, a operadora garantirá o recebimento;
  • Gerenciar os títulos a vencer por meio de relatórios financeiros e enviar lembretes para o cliente por e-mail dias antes do vencimento de maneira amigável e com foco no assunto;
  • Implantar indicadores de cobrança para gerenciamento;
  • Criar descontos e incentivos para pagamentos antecipados;
  • Em caso de não pagamento no prazo estipulado, uma equipe de cobrança deverá entrar em contato com o cliente para obter uma justificativa;
  • As primeiras cobranças deverão ser realizadas de maneira amigável entre as partes. Após um período e o cliente não quitar seu débito, a empresa deverá tomar medidas legais cabíveis para ter êxito nessa negociação.

#2 – Renegocie se necessário dívidas para o longo prazo: quando a empresa possui problemas de liquidez, está com as contas vencendo e sem caixa para cumprir com as obrigações, uma das soluções é negociar novos prazos de pagamento com fornecedores que não cobrarão juros ou juros mais baixos que empréstimos bancários. Uma ferramenta importante é medir a Necessidade de Capital de Giro (NCG) da empresa, reduzindo os ciclos financeiros e operacionais.

#3 – Reduza custos e despesas: seguem alguns exemplos que possam contribuir para uma redução de custos:

  • Dimensionar os custos setoriais;
  • Implantar planejamento orçamentário e medir o desempenho utilizando o FORECAST;
  • Analisar os contratos com prestadores de serviços para otimizar custos;
  • Ter uma vasta rede de networking de fornecedores buscando preço sem perder a qualidade dos produtos e/ou serviços;
  • Melhorar o gerenciamento de estoque para não imobilização de capital desnecessário;
  • Analisar o custo de oportunidade no ato das compras de matérias-primas.

Outras dicas você pode conferir nesse conteúdo: Gestão de Custos e Despesas: 19 dicas para ganhar eficiência operacional com a Redução de Custos e Despesas!Análise das Demonstrações Contábeis

O capital de giro pode auxiliar os empreendedores por meio de uma estratégia econômica sólida e eficaz, para que seja possível ter recursos para aplicar em outros investimentos.

Uma das maneiras de medir o desempenho da gestão e manter a sobrevivência da empresa, é através do Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro, que auxiliam tanto na análise da projeção do fluxo de caixa quanto da necessidade do capital de giro, levando em consideração o prazo médio de estocagem.

O que é Ciclo Operacional e o Ciclo Financeiro

Ciclo Operacional é a soma de todos os acontecimentos de uma operação, desde a compra da matéria prima até o recebimento das vendas realizadas. A gestão de estoque é muito importante para contribuir para um ciclo mais curto e não acarretar despesas como aluguel para estocagem, energia, água, colaboradores, limpeza do local, etc.

Ciclo Financeiro, também conhecido como Ciclo de Caixa, é o período de pagamento aos fornecedores até o recebimento referente às vendas do produto. Quanto maior o prazo dos fornecedores, mais dinheiro a empresa terá em caixa e menor será o Ciclo Financeiro, evitando pagamento de juros bancários, ou utilização do dinheiro para outros investimentos que gerem retorno para a empresa.

Para que a empresa seja saudável, é necessário que todos os ciclos sejam reduzidos e que girem várias vezes no ano. Tudo isso dependerá de dois pontos importantes, no Ciclo Operacional precisará de uma excelente gestão de estoque, e no Ciclo Financeiro ter barganha nas negociações com os fornecedores, reduzindo a necessidade de capital de giro e proporcionando maiores retornos sobre os investimentos.

Como medir o desempenho da empresa

Uma análise eficiente, deverá ser realizado usando as Demonstrações Financeiras (Balanço PatrimonialDRE e DFC), para assim colher dados por todos os ângulos da situação econômica e financeira da empresa.

Para medir o resultado e alcançar as metas planejadas, o uso de Indicadores Chave de Desempenho – KPI’s, são de fundamental importância, devendo ser analisados em conjunto. Cada empresa cujo sua realidade, usará seus indicadores chaves de desempenho, não devendo ser padronizado para todas as empresas.

Abaixo, segue alguns exemplos de indicadores.

Os Índices Financeiros são aqueles que evidenciam a situação financeira da empresa.

  • Índices de Liquidez: tem por escopo apurar a capacidade da empresa de saldar suas obrigações com terceiros, ou seja, pagar seus passivos. Por sua vez desdobram-se em:
    • Liquidez Corrente (LC) – representa a disposição de valores monetários e bens conversíveis de imediato em dinheiro, como por exemplo as dívidas de curto prazo.
    • Liquidez Seca (LS) – mede a capacidade de pagamento de obrigações de curto prazo com ativos circulante sem considerar os estoques.
    • Liquidez Imediata (LI) – mede a capacidade para honrar compromissos a curto prazo.
    • Liquidez Geral (LG) – percentual de ativos de curto e de longo prazo disponíveis para pagamento do total das dívidas.
  • Índices de Estruturas ou Endividamento: estes índices relacionam as fontes de fundos entre si, procurando retratar a posição relativa do capital próprio com relação ao capital de terceiros.
    • Endividamento (E) – demonstra quanto do Ativo é financiado por capital de terceiros.
    • Composição do Endividamento (CE) – representa o percentual da dívida de curto prazo em relação ao total das dívidas.

Já os Índices Econômicos são aqueles que representam margens de rentabilidade como as de resultados apurados, de retorno do capital investido, velocidade das operações realizadas, entre outras.

  • Índices de Rentabilidade ou Retorno: os índices de retorno indicam basicamente o lucro da empresa com relação aos custos e despesas realizados para sua obtenção, e aos volumes de investimentos necessários e de recursos disponíveis. Normalmente são indicados em níveis percentuais.
    • Margem Bruta (MB) – relaciona o lucro bruto com as vendas líquidas.
    • Margem Líquida (ML) – relaciona o lucro líquido do período com as vendas líquidas.
  •  Prazos Médios: são índices que podem ser aferidos em número de vezes de renovação do item ou em dias.
    • Prazo Médio de Renovação de estoque (PMRE) – mede quantas vezes houve renovação do estoque com o ciclo de vendas.
    • Prazo Médio de Pagamento (PMP) – indica quanto tempo a organização leva para pagar suas obrigações de curto prazo.
    • Prazo Médio de Recebimento (PMR) – indica quanto tempo a organização leva para receber suas vendas.

Conclusão

Podemos afirmar que a estruturação e gestão dos dados fornecidos pela Contabilidade Gerencial, é de fundamental importância para medir o desempenho da empresa baseado na análise das Demonstrações Contábeis, auxiliando nas tomadas de decisões.

Sobre o autor

Franco-Rezende

Este artigo foi escrito por Franco Andrade Rezende especialmente para os leitores do Blog da Treasy.

Franco é formado em Administração de Empresas, Mestrando em Administração de Empresas com foco em Controladoria, Orçamento e Custos, pela Universidad de La Empresa (UDE) em Montevidéu-UY. Possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria e MBA Administração Executiva em Saúde, ambos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde 2008 atua no setor financeiro, com experiência e vivência em Contabilidade e Departamento de Pessoal. Atualmente, exerce função de Gestor e Consultor em Controladoria Financeira.

Para entrar em contato com Franco, envie e-mail para: franco_arezende@hotmail.com ou adicione no Skype: francoandraderezende.

A Redação do Jornal Contábil agradece a Treasy

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Enquanto as PMEs são açoitadas, vamos lembrar os 10 Maiores Sonegadores do Brasil por Setor

Várias operações foram deflagadas pela Receita Federal nesta semana para receber impostos dos pequenos empresários em atraso com o governo federal.

Parece fácil pegar os pequenos, o difícil vai ser receber, quase 5 milhões de empresas estão negativadas no Serasa, poucas ainda conseguem respirar em um ambiente de crise, sem falar das milhares que foram fechadas em todo o Brasil.

O Brasil do inverso, em que 1% da população são super ricos e o restante apenas sobrevivem.  Com uma carga tributária animalesca e que precisam manter o Brasil vivo, isso mesmo, são estes pequenos empresários que arrecadam boa parte dos impostos, que servem para pagar em dia os funcionários da Receita Federal, deputados, senadores, aposentados e por aí vai… Até quando não sei.

Então para tirar o alvo dos maiores empregadores do Brasil as PMEs, vamos mostrar os grandes devedores, com padrinhos políticos e manobras jurídicas conseguem ficar anos sem pagar seus milhões de impostos.

Fato: Observar a lista dos maiores devedores do governo federal é como entrar numa área VIP frequentada pelas organizações mais poderosas do país. Estão lá, em destaque, colossos como Vale (1ª), Petrobras (3ª), Bradesco (8ª), Gerdau (17ª), Fibria (20ª), Eletropaulo (21ª), Braskem (30ª) e Pão de Açúcar (39ª). Se segmentarmos a dívida, o desfile de nomes vistosos continua. Entre as maiores devedoras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) figuram JBS (2ª), Bradesco (22ª) e Volkswagen (44ª). Também aparecem na lista entidades governamentais ou ligadas a governos – o INSS cobra valores altos da prefeitura de São Paulo (16ª), da Caixa Econômica Federal (19ª), dos Correios (32ª) e do estado do Rio de Janeiro (35ª).

 

Ricardo de Freitas – Diretor e Jornalista responsável pela Rede Jornal Contábil

 

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